sábado, 21 de junho de 2008

Haraquiri


O calor do verão já havia passado quando terminei esta carta.
Quero estar ao seu lado para ver as flores de cerejeiras mais uma vez.

Você que hospeda a luz em seu espírito
Ser divino que possui o amor no coração.
Sou marionete de tuas vontades.
Fé o poder que supera os homens,
Adormecido no fundo das almas humanas...

A espada e minha honra é tudo que levo comigo,
Mas a guerra não é a minha vontade.
Tudo o que penso é proteger alguém.
Luto por ti ser divino que purifica minha alma e meu coração.
Longe de ti minha alma foi tingida de sangue.
Não passo de um escravo a lutar por uma nação.

Sou cavaleiro porem seu escravo...
És princesa porem vive em uma prisão...
Oh deuses impiedosos...

Cavaleiros lutam pela harmonia, pela justiça do povo.
Desde que o mundo era reinado pelos deuses.
Meu corpo é a morada dos deuses.
Deuses impiedosos que afastam meu destino do seu...

Meu grito pode rasgar os céus...
Minha espada pode abrir fendas na terra...
Mas seu coração pode acolher uma nação ser divino...

Inúmeras batalharas levando a glória ao seu reino
Hoje a glória me torna prisioneiro de uma nação.
Há você entrego minha vida!
Mesmo que minha alma seja engolida pelos deuses
Há você entrego minha honra.

Se a senhora esta lendo isso
Saiba que meu único arrependimento
Foi não poder vela pela ultima vez.
Que os deuses permitam do fundo do meu coração
Vela em uma outra vida.

Gomenasai.

Thiago Sanches.
19/06/2008

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